sábado, 3 de maio de 2014

Caminhos



Hoje vou fazer tudo aquilo que gosto... Escutarei minhas músicas preferidas. Caminharei pelas poesias e mundos que me inspiram. Darei papel e caneta para a voz dissonante da minha alma. Despirei minha mente de todo o sentimento que me limita. Minh'alma nua resplandece fugaz, atravessa páginas, percorre linhas, como um farejador em busca de pistas, sinais de paz pelos caminhos por onde passei.

domingo, 10 de novembro de 2013

Alívio imediato para dores longas

Tenho enfrentado o inverno da minha vida. O frio, com seus passos leves, e sua sensação primeiramente agradável, tocou a  minha pele. Despretensioso e aos poucos, como um gás de cozinha aberto em uma casa fechada, formou-se o caos! 
Engraçado, sempre fugi de problemas, mas no meio do caminho em uma noite qualquer, acabei me tornando um deles. Talvez eu soubesse inconscientemente o que eu procurava afastar... afinal, minha mente nunca me deixou em paz, eu sempre me cobrei demais e nunca tive como pagar. Hoje?... Hoje já nem ligo!
Vivendo aos poucos, sem fazer questão de juntar os cacos, eu sigo caminhando na direção do perigo. Afinal, errar é tão sedutor, não é verdade? Essa sensação de frio na barriga, um suspiro, e um alívio: -Ainda estou aqui!
Preencha o vazio com sua nuvem gris, alívio imediato para dores longas, beija-me a boca e me traga a sua paz... Beije-me em preto em branco, a vida é tão lindamente triste nos filmes na década de 20. 
Sem um passo a mais, estagnada no mesmo lugar... Estar no caos é surpreendentemente confortável, afinal o fim do poço é mesmo o fim!

(Nardiane Silva)

quarta-feira, 26 de junho de 2013



E de qualquer forma, às cegas, aos tropeços, entre tragos e cigarros vou recolhendo os meus cacos que deixei cair por aí. 
Um dia eu ouvir dizer que todo mundo tem um pouco de fênix, é verdade. O único problema em ressurgir das cinzas é que te deixa mais forte, porém mais duro...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pensamento vazios qualquer



Ruas, avenidas, caminhos que se perderam entre eu e você. As distâncias de duas almas podem ser o caminho mais longo que se pode atravessar.
Como posso chegar até seu coração, se você fechou suas portas para mim? Como chegar até seus lábios, se eles somente escarram meias verdades e muitas mentiras. 
Meus ouvidos querem acreditar nessas suas palavras dúbias, até você quer acredita no que diz. Mas, no fundo confio ainda no pouco de consciência que lhe resta, é  isso que te faz engasgar quando ainda diz que me ama.
Então, diga para mim. Não tenha medo. Eu não te olharei com rancor. Apenas me tira de ilusão em que você me colocou. Só você pode me devolver a lucidez que me tirou.
Eu sei, o nosso tempo passou. Talvez, ele nunca tenha chegado. Sei que a culpa não é somente sua, meu erro foi te incentivar a acreditar em um amor que você nunca sentiu.
Faça as malas, feche a porta ao sair. Vá embora, porque seu coração nunca esteve comigo.
Adeus!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


E de repente tudo está calmo. Talvez o silêncio seja mesmo a felicidade... Depois de rir para não chorar e de gritar para não sufocar, descobrimos que crescer é manter a fé, a esperança e o amor, mesmo quando a alma chora. Aprendemos que a verdadeira felicidade é ter atitude e encarar a vida com sabedoria. A hora de calar e a hora de falar. A hora de rir, mesmo querendo chorar. A hora de deixar o 
luto e viver. A hora de perdoar e se libertar. A hora de parar de cultivar a própria dor. A hora de levantar e RECOMEÇAR. Porque a felicidade não é o fim do livro, não é o tesouro no fim do arco-íris, nem é o ponto final. A felicidade é a vírgula, é o caminho, a felicidade é o desenrolar de uma história, a FELICIDADE É O AGORA! 

Nardiane Silva

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Cansei de chorar madrugadas tíbias
Cansei de morrer cada dia aos poucos por você.               
As mentiras da sua boca são embriagantes aos meus ouvidos.
Mas os silêncios e as ausências são suas maiores falsidades.
A tua falta de disfarce realmente me impressiona
Pistas, migalhas, sussurros, palavras perdidas
Dilaceram a minha visão turva
Quer tanto que eu enxergue sua história dúbia?


Eu te disse, eu não queria enxergar uma vida sem você
Eu nunca quis provar a sua infidelidade
E o salgado da minha traição de permanecer aqui
São todos os gostos e cheiros desagradáveis que eu provei me prendem a você

E eu soube diante da minha dignidade que seria o fim
Eu pude sentir os meus braços te perdendo a cada centímetro

Outros caminhos, outras portas, outros anseios
Nada se compara ao azedume do seu beijo, do seu desdém
É possível querer sofrer, enquanto alguém sonha em ser aquele que te despreza?

Palavras salgadas desbotam a nossa foto ”casal feliz”
Toda dor, todo amor, todas as madrugadas, todos os beijos cálidos
Todas mordidas na orelha e sussurros proibidos, todos os arrepios molhados...
Todos os momentos felizes vão passar?
São eles que me prendem aqui.

Chega de dor...
Vai passar, tem que passar!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desfile 7 de setembro em Vilhena deste ano foi um dos maiores realizados


 A independência do Brasil comemorada no 7 de setembro é um dos fatos históricos mais importantes do nosso país, pois marca a conquista da autonomia política com o fim do domínio português.  Todos os anos a data é comemorada com desfiles cívicos e palavras de ordem para um futuro melhor.
Na cidade de Vilhena o desfile desse ano foi um dos maiores já realizado. A concentração das escolas municipais e estaduais, polícia militar, corpo de bombeiro, entre outras instituições teve início a partir das 16h00 na Av. Major Amarantes. O desfile estava previsto para começar as 17h00, porém só teve início depois de 20 minutos de atraso.
Além das mais de 40 instituições presentes para o desfile, a comemoração contou com uma enorme platéia que ocupava quase toda extensão do caminho, além do tradicional palco com as presenças do Prefeito José Rover e sua esposa Lizângela Rover, o vice-prefeito Jacier Dias, entre outras autoridades que prestigiaram o evento.
Já uma tradição, a escolha da melhor instituição a desfilar contou com o requisito e apoio da chamada “ordem unida”, onde a polícia militar ajudou a treinar postura, marcha e alinhamento, requisitos que foram observados pelos jurados. A escola vencedora foi Shirlei Cerut, em segundo lugar a escola Machado de Assis, seguido pela escola Cecília Meireles.
O evento agradou os olhares curiosos que disputavam apertados lugares perto do palco. “Esse ano o desfile não atrasou muito e teve muitas atrações, por isso eu gostei” comenta a Maria Socorro de Moraes, 46 anos.
Para terminar em grande estilo o evento contou com a tradicional queima de fogos que durou cerca de 5 minutos e fez a alegria da platéia presente.

IV SED – Seminário de Educação é sediado na cidade de Vilhena e conta com palestrante da UnB



(foto: Nardiane Silva)

O Seminário de Educação, mas conhecido como SED veio este ano com o foco na “Interculturalidade e formação docente: desafios e possibilidades”.  Na sua quarta edição, o seminário foi realizado na cidade de Vilhena, entre 31 de agosto a 02 de setembro de 2011, reunindo cerca de 400 participantes entre acadêmicos, pesquisadores e professores das áreas de pedagogia e letras.
 O seminário que é uma iniciativa do Departamento de Ciências da Educação (Dacie) da Universidade Federal de Rondônia (Unir) contou com a participação dos campi de Vilhena, Rolim de Moura e Ji-Paraná.
A primeira conferência do seminário aconteceu no dia 31 de Agosto, no salão da ACIV, com o tema: “Interculturalidade e formação docente: desafios do currículo”, com a esperada palestrante, professora e Dra. Ormezinda Maria Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB). 
A apresentação recebeu o salão lotado, e muitos olhares curiosos com a experiência do currículo invejável da professora da UnB. Abordagens sobre a melhoria profissional dos currículos dos professores, a formação intercultural, em contramão com as dificuldades da escola que queremos e aquela que temos, compôs os discursos da noite.
A apresentação da professora começou com o esperado “Olá, boa noite” e terminou de forma inesperada. “Ué, já acabou?”, foi o que se pode ouvir após 30 minutos de explanação, encerrados pela passagem da bíblia “O que ensina esmere-se no fazê-lo” (Romanos 12-7). Com cara de quero mais, os participantes do evento demoram a bater palmas ao final da palestra.
A 2ª conferência será com o Prof. Dr. Cristiano Amaral G. Di Giorgi (UNESP) com o tema: “Interculturalidade e formação docente: uma outra escola possível”. Mais informações sobre o SED no site http://sedvilhena.eventize.com.br/index.php?pagina=3.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Vozes.

É estranho. Eu me ouvia narrando toda a minha vida, todos os meus passos e o mais estranho é que minha mente narrava os próprios conflitos. Pensava em mim sempre em terceira pessoa do singular. Não era eu, era ela.
Caminhava até a geladeira para beber água e escutava. – Sua garganta estava seca, ela sabia que alguns goles de água não fariam descer o que estava preso ali.
Era tão mais confortante fazer do meu drama um drama. Eu, ela. Ao mesmo tempo personagem, ao mesmo tempo narradora. No fundo, eu queria mesmo é ser roteirista dessa vida vazia, dá lhe formas, conflitos para chorar, surpresas a cada capítulo, o desenrolar a cada página(dia).
Mas na verdade, essa vida ficou em branco. O meu drama tinha cheiro, tinha rosto, mas não tinha corpo. Eu sabia que podia vê-lo, sabia que poderia respirar sua indiferença, sabia que poderia provar suas mentiras e o mais doloroso é que sabia que não poderia apanhar o seu amor.
O amor não é físico? Talvez. Não poderia ter seu amor realmente em minhas mãos. Mas não o sentia nem subjetivamente perto de mim. Nem com arrepiar de um beijo. O fósforo e a gasolina não existiam. Deveria explodir quando você me tocasse. Você deveria queimar minha pele com a ponta da língua.
Não sei se vivo outra vez o complexo de amar sozinha, ou se realmente eu nunca o amei de verdade.
Ela na minha cabeça dizia:
- As lamentações tomaram corpo em um papel branco. Algo pelo menos estava meio cheio, ou na verdade meio vazio? Nardi não soube dizer de que papel era. O papel na sua frente, ou o papel de personagem principal dessa história? Talvez a imagem daquele homem, com seus olhos apertados e o sorriso que abria facilmente, até em cada mentira, tomava conta da sua história. Era hora de parar e escrever. Era hora de escrever um roteiro de si e para si.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Como diz a Amy - No, no , no!

Podem me pedir muitas coisas, só não me peçam para ser cega. Isto estaria indo contra toda a minha essência!

Eu nunca pedi escravidão eterna... Muito pelo contrário, a porta sempre esteve aberta para você.

Se você está aqui é por que deveria querer estar, não é verdade?

Posso ser gentil, posso ser afável, posso ser até ingênua ás vezes, somente não peça para eu ser cega.

Isso definitivamente não posso ser!

Nunca combinou comigo fingir simpatias. Muito menos mentir para mim mesma os fatos nítidos.

Talvez eu seja muito difícil. Eu nunca escondi isso. Não culpo meu sexto sentido, ele sempre acerta.

Então querido, não pense que essa minha fragilidade aparente seja eterna.

Eu sei me transforma em uma naja quando preciso.

Sou dona de mim, e responsável pela minha felicidade. Se você não quer ser meu cúmplice, e só meu, também já não posso ser só sua.

Só quero quem me acrescente felicidade, sorrisos, beijos... Já chorei demais por quem não mereceu.

Se essa história se repete, a morte da minha Felicidade é que NÃO vai ser o final.

Obrigada