quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Talvez seja o seu jeito de olhar por baixo levemente de lado, como quem diz "vai ficar tudo bem".
Talvez seja sua voz calma e doce, sinfonia de paz que, mesmo de mansinho, atropela tudo em mim.
Talvez seja o seu abraço com cheiro de segurança e refúgio.
Talvez seja a forma que ele se move, o seu jeito de andar despreocupado.
Talvez seja a sua forma de sorrir com todo  o corpo.
Talvez seja o seu coração gentil e amoroso e sua forma de se preocupar com todos.
Talvez seja a sua timidez evidente em um sorriso de lado quando te olho.
Talvez seja a forma que os cachinhos dançam sobre o seu rosto.
Talvez seja a sua luz que resplandece por onde você passa.
Talvez seja o meu amor.
Talvez seja você, eu gostaria que fosse você.
Será você, é você e seremos enfim, mas só o começo de nós.





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

E se...? (pensamentos de uma tarde nostálgica)

Talvez o amor não concretizado seja o único capaz de ser eterno. A idealização da pessoa amada, a curiosidade do sabor dos beijos e toques, a eterna angústia do "e se", talvez, e só talvez seja melhor do que o amargo da certeza do desamor outra vez.


Para você J.C
Brasília, 09 de Fevereiro de 2015

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

...


Como uma planta que se não for regada, morre. Assim são os sentimentos. Eles precisam do mínimo de cuidado possível. Com os problemas, a rotina, o trabalho, costumamos esquecer de cultivar pequenas gentilezas que fazem toda a diferença no seu dia-a-dia e no dia do outro. A cada palavra ríspida, a cada amanhecer que se estende sem um "como vai você", a cada vácuo após um "estou com saudades", "se cuida", "fique bem", sufoca o que um dia germinou como um presente genuíno de Deus.

quarta-feira, 30 de julho de 2014




Que venha as tempestades para reforçar as bases, equilibrar o ar, lavar os erros, porque além do sol é necessário a chuva para florescer o ser!

terça-feira, 27 de maio de 2014

...

E quando estou quase desistindo, você chega sorrindo, assim de mansinho... estampando na boca o motivo da minha insônia e me pedindo para voltar!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Tem gente que tem tanto de si, que não sobra espaço pra ninguém. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sobre o tempo para quem espera...

Tantas coisas que anseiam em ser ditas. Tantos beijos que desejam ser dados. O tempo parece que passa devagar para aqueles que têm fome da presença física de alguém. E assim, arrastam-se os minutos, horas, dias e semanas. O tempo é volátil quando se trata de você. Um dia me disseram que é preciso manter os pés no chão e não ter pressa, mas teimosa que sou, desfiz de todo o medo e de todos os conselhos, recolhi minhas poesias, guardei meus melhores beijos e voei...voei até você. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sobre o amor, o tempo, e o fim

Os sons dos seus passos se aproximavam...
Eu não conseguia vê-lo. Nem tocá-lo. Metaforicamente.
Apesar de caminhar em minha direção, a distância nunca diminuía.
Não sei se eu estive longe demais todo esse tempo, ou os passos dele eram vagarosos demais.
Não importa o quão perto esteja sempre estará longe.
Essa distancia é confortavelmente perturbadora, já que o perto deveria significar proteção, e não ao contrario.
Posso te tocar fisicamente, mas nunca saberei se cheguei ao fundo de ti.
Posso te olhar nos olhos, mas não consigo ler sua alma.
Posso te beijar a boca, preenchida com o sabor da incerteza de que sai dos seus lábios.
Posso ter entre os braços, mas nunca farei parte do mundo que você quer abraçar.
E com todo o devaneio que inunda os meus olhos. Enxuga-os com os seus dedos, e prova o salgado do sentimento que tenho por você.
Tento não me mostrar abatida, insignificante é me esconder de ti. Eu sou outdoor do meu amor.
Com um sorriso acalentador, me toda nos braços, me beija a boca, no intuito de calar as insanidades escarradas de mim.
Balbucia sons... não sei o que poderia me dizer, e talvez tenho medo do que iria sair daquela boca dona do meu deleite.
Coloco a cabeça em seu peito, e poderia até arriscar o que sairia, já que o seu coração dançava descompassado junto ao meu.
Poderia ele estar fluído de toda a turbulência de emoções que me tomavam ali?
Alguns segundos abraçados, os sons das batidas, os olhos úmidos, e o só um pensamento/sentimento: a perda.
Seu abraço carregava a carga de quem se vai... mas, não como alguém que sai para trabalhar.
Balanço a cabeça, no intuito de que ela parasse de girar em pensamentos tortuosos.
Os passos lentos até a porta, não parecia querer partir.
Antes que ele fosse, eu tão egoísta quis para mim o sabor agridoce daquela boca, novamente...
- Me dá um beijo?
Um sorriso, um beijo longo, um coração apertado.
Passos... E sua imagem dissipando no tempo da minha vida.
Porque todos os dias são tic-tac para o final.
Mal começou, e já se sabe que um dia irá acabar!

A mortalidade é o mau do amor.




Sweet home



E assim de bem perto, eu posso sentir o meu mundo na cor dúbia dos seus olhos. Garoto, você põe cor no meus dias antes grises. E espero que não leia essas linhas e saibas que me tens nas mãos. Suas mãos, seus braços, seu sorriso, sua barba, sua boca, é onde eu quero morar, porque com você eu me sinto em casa.

sábado, 3 de maio de 2014

Caminhos



Hoje vou fazer tudo aquilo que gosto... Escutarei minhas músicas preferidas. Caminharei pelas poesias e mundos que me inspiram. Darei papel e caneta para a voz dissonante da minha alma. Despirei minha mente de todo o sentimento que me limita. Minh'alma nua resplandece fugaz, atravessa páginas, percorre linhas, como um farejador em busca de pistas, sinais de paz pelos caminhos por onde passei.