segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

E se...? (pensamentos de uma tarde nostálgica)

Talvez o amor não concretizado seja o único capaz de ser eterno. A idealização da pessoa amada, a curiosidade do sabor dos beijos e toques, a eterna angústia do "e se", talvez, e só talvez seja melhor do que o amargo da certeza do desamor outra vez.


Para você J.C
Brasília, 09 de Fevereiro de 2015

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

...


Como uma planta que se não for regada, morre. Assim são os sentimentos. Eles precisam do mínimo de cuidado possível. Com os problemas, a rotina, o trabalho, costumamos esquecer de cultivar pequenas gentilezas que fazem toda a diferença no seu dia-a-dia e no dia do outro. A cada palavra ríspida, a cada amanhecer que se estende sem um "como vai você", a cada vácuo após um "estou com saudades", "se cuida", "fique bem", sufoca o que um dia germinou como um presente genuíno de Deus.

quarta-feira, 30 de julho de 2014




Que venha as tempestades para reforçar as bases, equilibrar o ar, lavar os erros, porque além do sol é necessário a chuva para florescer o ser!

terça-feira, 27 de maio de 2014

...

E quando estou quase desistindo, você chega sorrindo, assim de mansinho... estampando na boca o motivo da minha insônia e me pedindo para voltar!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Tem gente que tem tanto de si, que não sobra espaço pra ninguém. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sobre o tempo para quem espera...

Tantas coisas que anseiam em ser ditas. Tantos beijos que desejam ser dados. O tempo parece que passa devagar para aqueles que têm fome da presença física de alguém. E assim, arrastam-se os minutos, horas, dias e semanas. O tempo é volátil quando se trata de você. Um dia me disseram que é preciso manter os pés no chão e não ter pressa, mas teimosa que sou, desfiz de todo o medo e de todos os conselhos, recolhi minhas poesias, guardei meus melhores beijos e voei...voei até você. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sobre o amor, o tempo, e o fim

Os sons dos seus passos se aproximavam...
Eu não conseguia vê-lo. Nem tocá-lo. Metaforicamente.
Apesar de caminhar em minha direção, a distância nunca diminuía.
Não sei se eu estive longe demais todo esse tempo, ou os passos dele eram vagarosos demais.
Não importa o quão perto esteja sempre estará longe.
Essa distancia é confortavelmente perturbadora, já que o perto deveria significar proteção, e não ao contrario.
Posso te tocar fisicamente, mas nunca saberei se cheguei ao fundo de ti.
Posso te olhar nos olhos, mas não consigo ler sua alma.
Posso te beijar a boca, preenchida com o sabor da incerteza de que sai dos seus lábios.
Posso ter entre os braços, mas nunca farei parte do mundo que você quer abraçar.
E com todo o devaneio que inunda os meus olhos. Enxuga-os com os seus dedos, e prova o salgado do sentimento que tenho por você.
Tento não me mostrar abatida, insignificante é me esconder de ti. Eu sou outdoor do meu amor.
Com um sorriso acalentador, me toda nos braços, me beija a boca, no intuito de calar as insanidades escarradas de mim.
Balbucia sons... não sei o que poderia me dizer, e talvez tenho medo do que iria sair daquela boca dona do meu deleite.
Coloco a cabeça em seu peito, e poderia até arriscar o que sairia, já que o seu coração dançava descompassado junto ao meu.
Poderia ele estar fluído de toda a turbulência de emoções que me tomavam ali?
Alguns segundos abraçados, os sons das batidas, os olhos úmidos, e o só um pensamento/sentimento: a perda.
Seu abraço carregava a carga de quem se vai... mas, não como alguém que sai para trabalhar.
Balanço a cabeça, no intuito de que ela parasse de girar em pensamentos tortuosos.
Os passos lentos até a porta, não parecia querer partir.
Antes que ele fosse, eu tão egoísta quis para mim o sabor agridoce daquela boca, novamente...
- Me dá um beijo?
Um sorriso, um beijo longo, um coração apertado.
Passos... E sua imagem dissipando no tempo da minha vida.
Porque todos os dias são tic-tac para o final.
Mal começou, e já se sabe que um dia irá acabar!

A mortalidade é o mau do amor.




Sweet home



E assim de bem perto, eu posso sentir o meu mundo na cor dúbia dos seus olhos. Garoto, você põe cor no meus dias antes grises. E espero que não leia essas linhas e saibas que me tens nas mãos. Suas mãos, seus braços, seu sorriso, sua barba, sua boca, é onde eu quero morar, porque com você eu me sinto em casa.

sábado, 3 de maio de 2014

Caminhos



Hoje vou fazer tudo aquilo que gosto... Escutarei minhas músicas preferidas. Caminharei pelas poesias e mundos que me inspiram. Darei papel e caneta para a voz dissonante da minha alma. Despirei minha mente de todo o sentimento que me limita. Minh'alma nua resplandece fugaz, atravessa páginas, percorre linhas, como um farejador em busca de pistas, sinais de paz pelos caminhos por onde passei.

domingo, 10 de novembro de 2013

Alívio imediato para dores longas

Tenho enfrentado o inverno da minha vida. O frio, com seus passos leves, e sua sensação primeiramente agradável, tocou a  minha pele. Despretensioso e aos poucos, como um gás de cozinha aberto em uma casa fechada, formou-se o caos! 
Engraçado, sempre fugi de problemas, mas no meio do caminho em uma noite qualquer, acabei me tornando um deles. Talvez eu soubesse inconscientemente o que eu procurava afastar... afinal, minha mente nunca me deixou em paz, eu sempre me cobrei demais e nunca tive como pagar. Hoje?... Hoje já nem ligo!
Vivendo aos poucos, sem fazer questão de juntar os cacos, eu sigo caminhando na direção do perigo. Afinal, errar é tão sedutor, não é verdade? Essa sensação de frio na barriga, um suspiro, e um alívio: -Ainda estou aqui!
Preencha o vazio com sua nuvem gris, alívio imediato para dores longas, beija-me a boca e me traga a sua paz... Beije-me em preto em branco, a vida é tão lindamente triste nos filmes na década de 20. 
Sem um passo a mais, estagnada no mesmo lugar... Estar no caos é surpreendentemente confortável, afinal o fim do poço é mesmo o fim!

(Nardiane Silva)